"A REALIDADE É UM DRAMA": PERCEPÇÕES DE ADOLESCENTES DE ESCOLA PÚBLICA SOBRE AS QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS
Palabras clave:
Adolescentes, Psicologia Histórico-Cultural, RacismoResumen
La presente investigación tuvo como objetivo investigar y comprender el impacto de las cuestiones raciales en las relaciones entre los estudiantes de una escuela pública situada en una zona periférica. El marco teórico-metodológico adoptado se basó en la Psicología Histórico-Cultural, especialmente en los conceptos desarrollados por Lev Semiónovich Vigotski. Se realizaron encuentros mediados por lo uso del Arte, con estudiantes de la Educación Primaria II de una escuela pública estatal ubicada en una ciudad del interior del estado de São Paulo, Brasil. Durante los encuentros se utilizaron expresiones artísticas como forma de crear espacios que ampliaran las manifestaciones de las vivencias de los participantes y promovieran el diálogo sobre las temáticas emergentes que ellos mismos planteaban. Los encuentros fueron grabados, transcritos y registrados en Diarios de Campo. Los resultados indicaron que las cuestiones étnico-raciales se manifestaron de manera contradictoria en los discursos de los estudiantes: al mismo tiempo que reproducen estereotipos, también reconocían las violencias y desigualdades relacionadas con el racismo. Sin embargo, aún es necesario un trabajo más transversal en el ámbito escolar. De esta manera, se revelaron y discutieron las cuestiones raciales que emergieron en la escuela, favoreciendo la reflexión con los estudiantes sobre la importancia del diálogo en torno a las diferencias y su potencial para promover el desarrollo y el aprendizaje. Se concluye, por tanto, que es fundamental crear espacios de diálogo con la participación efectiva de los profesionales de la escuela, como agentes que pueden contribuir con prácticas orientadas al enfrentamiento del racismo, tanto en el ámbito escolar como en la sociedad en general, colaborando así con una educación más justa y equitativa.Descargas
Citas
AGUIAR, W. M.; BOCK, A. M.; OZELLA, S. A orientação profissional com adolescentes: um exemplo de prática na abordagem sócio-histórica. In: BOCK, A. M.; GONÇALVES, M. G. FURTADO, O. (Orgs.). Psicologia Sócio-Histórica: uma perspectiva crítica em psicologia. São Paulo: Cortez, 2007. p. 163–178.
ANDRADA, P. C. de; DUGNANI, L. A. C.; PETRONI, A. P.; SOUZA, V. L. T. Atuação de psicólogas(os) na escola: enfrentando desafios na proposição de práticas críticas. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 39, p. e1877342, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-3703003187342
ARANHA, E. M. G. Equipe gestora escolar: as significações que as participantes atribuem à sua atividade na escola – um estudo na perspectiva sócio-histórica. 2015. 268 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2015.
BENEDITO, B. S.; CARNEIRO, S.; PORTELLA, T. (Orgs.). Lei 10.639/03: a atuação das Secretarias Municipais de Educação no ensino de história e cultura africana e afro-brasileira. São Paulo: Instituto Alana, 2023.
BENTO, C. O pacto da branquitude. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
CAMARGO, T. de. Vivência de Venezuelanos sobre o refúgio no Brasil: o papel da apropriação da língua para a inserção na cultura. 2023. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Disponível em: https://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/16732
CINTRA, É. D.; WELLER, W. Jovens negras no ensino médio público e privado: leituras interseccionais sobre suas vivências e percepções do racismo. Educar em Revista, Curitiba, v.37, 2021. DOI: 10.1590/0104-4060.76051
DAVIS, A. Y. Mulheres, raça e classe. Tradução de H. R. Candiani. Prefácio de D. Ribeiro. São Paulo: Boitempo Editorial, 2016.
DELARI, A. Jr. Vigotski e a prática do psicólogo: em percurso da psicologia geral à aplicada. Mimeo, 2009.
DERDYK, E. O corpo da linha: notações sobre o desenho. Belo Horizonte: Relicário, 2024.
FELDMANN, M.; GUZZO, R. S. L. Relações étnico-raciais e escolas públicas: questões para a psicologia. Revista de Psicología, Santiago, v. 30, n. 1, p. 69–80, 2021. DOI: 10.5354/0719-0581.2021.58343
GONZÁLEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 92/93, p. 69–82, jan./jun. 1988b.
GOULART, A. R. Desesperança aprendida: sentidos de alunos de uma escola pública sobre si mesmos como aprendizes. 2008. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/14015
LEME, M. S. Ensino de artes e suas potencialidades para abordagens das relações étnico-raciais na escola: as culturas indígenas e seus contextos urbanos. 2020. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas. Disponível em: https://bit.ly/3yecMPM.
MARTÍN-BARÓ, I. O papel do psicólogo. Estudos de Psicologia (Natal), v. 2, n. 1, p. 7–27, 1997. DOI: 10.1590/S1413-294X1997000100002
MEDEIROS, F. P.; ARINELLI, G. S.; SOUZA, V. L. T. O lugar da psicologia no ensino médio: a arte como mediação do trabalho com adolescentes. Psicologia Argumento, v. 36, n. 93, p. 313–327, 2019. DOI: 10.7213/psicolargum.36.93.AO03
MUNANGA, K. Racismo: perspectivas para um estudo contextualizado da sociedade brasileira. 2. ed. Campinas: Pontes, 2004.
______. Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia. Revista Sociedade e Cultura, v. 10, n. 2, p. 263–274, 2007. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fchf/article/view/10319
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS. Plano Diretor Estratégico – caderno de subsídios. Campinas, 2017. Disponível em: https://planodiretor.campinas.sp.gov.br.
SAWAIA, B. B. Psicologia e desigualdade social: uma reflexão sobre liberdade e transformação social. Psicologia & Sociedade, v. 21, n. 3, p. 364–372, 2009.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Programas e Projetos – Programa de Ensino Integral. Transparência Educação, [s.d.]. Disponível em: https://transparencia.educacao.sp.gov.br/Home/DetalhesPrograma?programa=1027
SOUZA, V. L. T. Contribuições da psicologia à educação escolar: perpetuação ou transformação das desigualdades sociais? Estudos de Psicologia (Campinas), v. 30, n. 1, p. 3–12, 2013. DOI: 10.1590/S0103-166X2013000100001
______. Contribuições da psicologia à compreensão do desenvolvimento e da aprendizagem. In: SOUZA, V. L. T.; PETRONI, A. P.; ANDRADA, P. C. de (Orgs.). A Psicologia da Arte e a Promoção do Desenvolvimento e da Aprendizagem – Intervenções em contextos educativos. São Paulo: Loyola, 2016. p. 11–28.
______. A pesquisa-intervenção como forma de inserção social em contextos de desigualdade: arte e imaginação na escola. Psicologia em Revista, v. 25, n. 2, p. 689–706, 2019. DOI: 10.5752/P.1678-9563.2019v25n2p689-706
______. Contribuições da psicologia ao desenvolvimento de adolescentes: a arte promovendo potência de ação. In: SOUZA, V. L. T.; DUGNANI, L. A. C.; JESUS, J. S. de; PEREIRA, F. P. (Orgs.), 2022.
SOUZA, V. L. T.; ARINELLI, G. S. A dimensão revolucionária do desenvolvimento e o papel da imaginação. Obutchénie: Revista de Didática e Psicologia Pedagógica, v. 3, n. 2, p. 1–22, 2019. DOI: 10.14393/OBv3n2.a2019-51560
SOUZA, V. L. T.; DUGNANI, L. A. C.; REIS, E. C. G. Psicologia da arte: fundamentos e práticas para uma ação transformadora. Estudos de Psicologia, v. 35, n. 4, p. 375–388, 2018.
VIGOTSKI, L. S. O significado histórico da crise na psicologia. In: VIGOTSKI, L. S. Teoria e método em psicologia. Tradução de C. Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004. p. 201–417.
______. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução de P. Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2009. (Obra original publicada em 1934).
______. Quarta aula: a questão do meio na pedologia. Psicologia USP, v. 21, p. 681–701, 2010. (Obra original publicada em 1935).
______. Pensamento e linguagem. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. (Obra original publicada em 1934).
XAKRIABÁ, NEI. LEITE. Ensinar sem ensinar. In: TERRA: antologia afro-indígena. Organização e apresentação de Felipe Carnevalli, Fernanda Regaldo, Paula Lobato, Renata Marquez e Wellington Cançado. São Paulo; Belo Horizonte: Ubu Editora; PISEAGRAMA, 2023. p. 263–265.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Autores mantêm os direitos autorais e concedem à RHET o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.:em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja o Efeito do Acesso Livre). Autores são responsáveis pelo conteúdo constante no manuscrito publicado na revista. Autores são responsáveis por submeter os artigos acompanhados de declaração assinada de um revisor da língua portuguesa, declaração assinada do tradutor da língua inglesa e declaração assinada do tradutor da língua espanhola ou francesa.