OS DESAFIOS DA CONJUNTURA EDUCACIONAL À LUZ DO PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO: UMA ANÁLISE DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA NOS SERTÕES DE CRATEÚS
Palavras-chave:
Desafios Educacionais. Formação. Sertões de Crateús. Escola Sem Partido.Resumo
O presente artigo problematiza a educação enquanto política educacional e dever do Estado, partindo-se da análise da formação de professores do curso de licenciatura em Geografia dos Sertões de Crateús, tendo em vista que a universidade configura-se como um dos principais palcos de formação social, humana e política no âmbito do magistério. Além disso, este trabalho considera-se um olhar holístico acerca do discurso político do projeto “Escola Sem Partido”. Nesse sentido, a pesquisa busca, também, debater os desafios da educação de caráter público em contraponto aos aspectos alienadores da narrativa do projeto da mordaça, representado, sobretudo, por outra perspectiva de educação. Diante disso, a abordagem desta produção acadêmica subsidia- se em pesquisa de natureza qualitativa, alinhada a etnometodologia para serem realizadas análises comparativas, além dos pressupostos da legislação educacional, da normatização do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), leitura do Projeto de Lei n° 867/2015 e como fundamentação teórica: Saviani (2009), Freire (2004), Rios (1994) e Libâneo (2001), entre outros autores que discutem essa temática. Enquanto discussões e resultados da pesquisa são evidentes o enfoque alienador do projeto partidário frente à organização da escola como abordagem política e a busca constante pela educação que constrói o sujeito munido de práxis pelo seu caráter reflexivo e crítico.Downloads
Não há dados estatísticos.
Referências
ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. AMBROSETTI, Neusa Banhara et al. O PIBID e a aproximação entre universidade e escola: implicações na formação profissional dos professores. Atos de Pesquisa em Educação, v. 10, n. 2, p. 369-392, 2015.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 2010. Disponível em: http://www.livrosgratis.com.br. Acesso em: 15 de outubro de 2019. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos.
Papirus Editora, 1998.
COULON, Alain. Etnometodologia e educação. Vozes, 1995.
Ed KIRCHNER, Renato; CIPOLINI, Marly Otani. A educação contra a barbárie: um confronto entre os ideais adornianos e jonasianos. Horizontes, v. 31, n. 1, 2013.
Educadores/MEC, 2010.
EDUCATIVA, Ação. A Ideologia do Movimento Escola Sem Partido: 20 autores desmontam o discurso. São Paulo: Ação Educativa, 2016.
FARIAS Isabel Maria Sabino de. Inovação, mudança e cultura docente. In: Os professores e processo de mudança. Brasília: Liber Livro, 2006.
FRANCO, Maria Amélia do Rosário Santoro. Pedagogia e Prática Docente. 1.ed. São Paulo: Cortez, 2012.
FRANCO, Maria Amélia do Rosário Santoro. Práticas pedagógicas de ensinar-aprender: por entre resistências e resignações. Educação e Pesquisa. São Paulo, v. 41, n. 3, p.
601-614, jul./set. 2015. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ep/v41n3/1517- 9702-ep-41-3-0601. pdf >. Acesso em: 15 outubro 2019.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
FRIGOTTO, Gaudêncio. Escola “sem” partido. Esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro: UERJ/LPP, 2017.
GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire - Pensamento e Ação no Magistério. São Paulo: Editora Scipione, 2010.
GADOTTI, Moacir; ROMÃO, José E. Autonomia da escola: princípios e propostas.
1997.
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública. Edições Loyola, 2001.
LIBÂNEO, José Carlos. Tendências pedagógicas na prática escolar. In: ______. Democratização da Escola Pública- a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 1992. Cap 1.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
LIBÂNEO, José C. Tendências pedagógicas na prática social. Democratização da escola pública. São Paulo, Loyola, 1985.
MACEDO, Lino. Ensaios pedagógicos: como construir uma escola para todos? / Lino de
Macedo. - Porto Alegre: Artmed, 2005. 1. Educação- Ensaios. I. Título.
MONASTA, Atillio; GRAMSCI, Antonio. tradução: Paolo Nosella. Antônio Gramsci.
Coleção Educadores/MEC, 2010.
NÓVOA, Antonio. Os professores e as histórias da sua vida. In NÓVOA, Antonio (org) Vida de professores. Portugal: Editora Porto, 1992.
OLIVEIRA, Raquel de Gomes. Estágio Curricular Supervisionado - horas de parceria escola-universidade. Jundiaí: Paco Editorial, 2011.
PIMENTA, Selma G.; LIMA, Maria S.L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2012. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. 2012.
PORTO, Leonardo Sartori. Filosofia da educação. Zahar, 2006.
Projeto de Lei Escola Sem Partido n° 867/2015.
RIOS, Terezinha Azerêdo. As dimensões da competência do educador. In: Ética e competência. 20 ed. São Paulo: Cortez, 2011. Cap.3.
RIOS, Terezinha Azerêdo. Ética e competência. In: Ética e competência. 1994.
SACRISTÁN, Gimeno; GÓMEZ, AI Pérez. Compreender e transformar o ensino-4.
Artmed Editora, 2009.
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 41° Edição. 2009.
TONET, Ivo. Educação contra o capital. UFAL, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 2010. Disponível em: http://www.livrosgratis.com.br. Acesso em: 15 de outubro de 2019. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos.
Papirus Editora, 1998.
COULON, Alain. Etnometodologia e educação. Vozes, 1995.
Ed KIRCHNER, Renato; CIPOLINI, Marly Otani. A educação contra a barbárie: um confronto entre os ideais adornianos e jonasianos. Horizontes, v. 31, n. 1, 2013.
Educadores/MEC, 2010.
EDUCATIVA, Ação. A Ideologia do Movimento Escola Sem Partido: 20 autores desmontam o discurso. São Paulo: Ação Educativa, 2016.
FARIAS Isabel Maria Sabino de. Inovação, mudança e cultura docente. In: Os professores e processo de mudança. Brasília: Liber Livro, 2006.
FRANCO, Maria Amélia do Rosário Santoro. Pedagogia e Prática Docente. 1.ed. São Paulo: Cortez, 2012.
FRANCO, Maria Amélia do Rosário Santoro. Práticas pedagógicas de ensinar-aprender: por entre resistências e resignações. Educação e Pesquisa. São Paulo, v. 41, n. 3, p.
601-614, jul./set. 2015. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ep/v41n3/1517- 9702-ep-41-3-0601. pdf >. Acesso em: 15 outubro 2019.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
FRIGOTTO, Gaudêncio. Escola “sem” partido. Esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira. Rio de Janeiro: UERJ/LPP, 2017.
GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire - Pensamento e Ação no Magistério. São Paulo: Editora Scipione, 2010.
GADOTTI, Moacir; ROMÃO, José E. Autonomia da escola: princípios e propostas.
1997.
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública. Edições Loyola, 2001.
LIBÂNEO, José Carlos. Tendências pedagógicas na prática escolar. In: ______. Democratização da Escola Pública- a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 1992. Cap 1.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
LIBÂNEO, José C. Tendências pedagógicas na prática social. Democratização da escola pública. São Paulo, Loyola, 1985.
MACEDO, Lino. Ensaios pedagógicos: como construir uma escola para todos? / Lino de
Macedo. - Porto Alegre: Artmed, 2005. 1. Educação- Ensaios. I. Título.
MONASTA, Atillio; GRAMSCI, Antonio. tradução: Paolo Nosella. Antônio Gramsci.
Coleção Educadores/MEC, 2010.
NÓVOA, Antonio. Os professores e as histórias da sua vida. In NÓVOA, Antonio (org) Vida de professores. Portugal: Editora Porto, 1992.
OLIVEIRA, Raquel de Gomes. Estágio Curricular Supervisionado - horas de parceria escola-universidade. Jundiaí: Paco Editorial, 2011.
PIMENTA, Selma G.; LIMA, Maria S.L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2012. PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. 2012.
PORTO, Leonardo Sartori. Filosofia da educação. Zahar, 2006.
Projeto de Lei Escola Sem Partido n° 867/2015.
RIOS, Terezinha Azerêdo. As dimensões da competência do educador. In: Ética e competência. 20 ed. São Paulo: Cortez, 2011. Cap.3.
RIOS, Terezinha Azerêdo. Ética e competência. In: Ética e competência. 1994.
SACRISTÁN, Gimeno; GÓMEZ, AI Pérez. Compreender e transformar o ensino-4.
Artmed Editora, 2009.
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 41° Edição. 2009.
TONET, Ivo. Educação contra o capital. UFAL, 2012.
Downloads
Publicado
12-02-2020
Como Citar
Júnior, A. R. de S., Neri, A. A. M. ., Maia, M. das D. A. ., & Júnior, O. S. A. . (2020). OS DESAFIOS DA CONJUNTURA EDUCACIONAL À LUZ DO PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO: UMA ANÁLISE DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA NOS SERTÕES DE CRATEÚS. Revista Homem, Espaço E Tempo, 13(2). Recuperado de //rhet.uvanet.br/index.php/rhet/article/view/339
Edição
Seção
ARTIGOS
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à RHET o direito de primeira publicação, estando o manuscrito licenciado sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY), que permite o compartilhamento, a distribuição e a adaptação do conteúdo, desde que sejam devidamente reconhecidas a autoria e a publicação original nesta revista.
- Os autores poderão firmar, separadamente, acordos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, tais como depósito em repositórios institucionais, publicação em livros, capítulos ou outras coletâneas, desde que seja mencionada a publicação inicial na RHET.
- A revista incentiva a divulgação e circulação dos trabalhos publicados em ambientes acadêmicos e digitais, incluindo repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e demais meios de acesso aberto, considerando que tais práticas contribuem para a ampliação da visibilidade, do impacto científico e das citações da produção publicada.
- Os autores são integralmente responsáveis pelo conteúdo, pelas informações, pelas opiniões e pelas referências apresentadas nos manuscritos publicados.
- Os artigos submetidos deverão ser acompanhados de declaração de revisão linguística em língua portuguesa, assinada por profissional habilitado, bem como de declaração de tradução e revisão dos resumos e demais elementos em língua estrangeira (inglês, espanhol ou francês), igualmente assinada pelos respectivos profissionais responsáveis.