RESGATE CULTURAL E PEDAGÓGICO DOS JOGOS DE MATRIZ AFRICANA: PRÁTICA PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACIAL
Palavras-chave:
Educação, Educação antirracial, Jogos de matriz africanaResumo
Este trabalho é um relato de experiência sobre a construção e prática de jogos de matriz africana: Mancala, Shisima, Yoté e Labirinto de Moçambique, como prática pedagógica em sala de aula, com enfoque no resgate cultural e na promoção de uma educação antirracial e mais participativa. Ela foi desenvolvida com estudantes do curso de pós-graduação em “Saberes e Práticas Afro-brasileiras e Indígenas na Amazônia”, tendo como objetivo principal refletir sobre as práticas desenvolvidas em torno dos jogos de matriz africana como ferramenta pedagógica, buscando valorizar a diversidade cultural africana, fortalecendo a identidade afrodescendente e contribuindo para a desconstrução de preconceitos raciais no ambiente escolar. Os jogos trabalhados além de terem uma carga cultural ligada diretamente a história do Brasil, favorecem o desenvolvimento de competências socioemocionais, como o trabalho em equipe, a empatia e o respeito pelas diferenças. Observando o comportamento e as falas após a construção e a prática dos jogos de matriz africana, foi observado potencial para ampliar o conhecimento sobre as culturas africanas, usando a forma lúdica que contribui no interesse do aluno em participar, além de quebrar a dinâmica engessada de ensino puramente expositivo professor-aluno, isso ajuda a promover o diálogo sobre questões raciais e a importância de combater o racismo estrutural. O presente relato destaca que a utilização dos jogos de matriz africana, pode ser uma ferramenta importante e necessária na formação dos professores que, ao utilizarem em suas práticas no ambiente educacional, contribuem para uma educação antirracial e uma sociedade mais justa e igualitária.Downloads
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