AS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DO CAMPO NO CEARÁ NO FORTALECIMENTO DA IDENTIDADE CAMPONESA
Palavras-chave:
Educação do Campo, Territorialização, Identidade Camponesa, Movimento dos Trabalhadores Sem TerraResumo
O artigo em pauta investiga a Educação do Campo como um direito conquistado pela luta dos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra, destacando sua função na construção da identidade camponesa e no fortalecimento das lutas sociais. Assim, analisa o processo de territorialização da Educação do Campo no Ceará, especialmente com a criação das Escolas de Ensino Médio do Campo. Para tanto, buscamos entender o processo de luta pela educação do campo, bem como os significados e sentidos que a educação tem no fortalecimento da luta pela terra e, por conseguinte, do campesinato. As discussões feitas neste trabalho resultam de pesquisa qualitativa realizada mediante a associação de dois eixos fundamentais: observação participante, pesquisa bibliográfica e documental. Na busca pelo entendimento das questões vivenciadas na Pesquisa, recorremos à leitura de teóricos como Stédile (2015), Caldart (1997; 2012), Molina (2004; 2014), Sousa (2016), Fernandes (2000; 2008), Oliveira (2018) e Santos (2024), dentre outros. A pesquisa apontou que a experiência e a resistência são alicerces para a construção da Educação do Campo voltada para o fortalecimento da consciência de classe e identidade camponesa.Downloads
Referências
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964. Dispõe sobre o Estatuto da Terra. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 30 nov. 1964. Retificado em 17 dez. 1964.
CALDART, Roseli Salete. Educação em Movimento: formação de educadores e educadoras do MST. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1997.
CALDART, Roseli Salete. Pedagogia do Movimento Sem Terra. São Paulo: Expressão popular, 2004.
CEARÁ (Estado). Projeto Político Pedagógico de Formação Integral do Campo da Escola de Ensino Médio. 2020.
COSTA, Francisco; CARVALHO, Horácio Martins. Campesinato. In: CALDART, Roseli et al (org.). Dicionário da Educação do Campo. São Paulo: Expressão Popular, 2012. p. 113-120.
DINIZ, A. S. Trilhando Caminhos: a resistência dos camponeses no Ceará em busca de sua libertação. 2008. 210 f. Tese (Doutorado) - Curso de Geografia, Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2008.
DINIZ, Aldiva Sales. Contribuições Teóricas para a Compreensão do Campesinato. Revista da Casa da Geografia de Sobral, Sobral, v. 12, n. 1, p. 35-46, 2010.
FERNANDES, Bernardo Mançano. A formação do MST no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2000. 318 p.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Educação do campo e luta pela territorialidade: Reflexões sobre a Soberania dos Povos Rurais. São Paulo: Editora Expressão Popular, 2008.
GOMES, Maria de Jesus. Reforma agrária popular e a educação. Jornal dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, p. 7, ed. especial, março de 2015.
HAESBAERT, Rogério. O Binômio Território-Rede e Seu Significado Político-Cultural. In: HAESBAERT, Rogério. Territórios Alternativos. São Paulo: Contexto, 2012. p. 117-128.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (Brasil). Ministério do Planejamento e Orçamento. Em 2022, analfabetismo cai, mas continua mais alto entre idosos, pretos e pardos e no Nordeste. 2023. Editoria por Irene Gomes e Igor Ferreira. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37089-em-2022-analfabetismo-cai-mas-continua-mais-alto-entre-idosos-pretos-e-pardos-e-no-nordeste. Acesso em: 17 dez. 2024.
MAGALHÃES, Sandra Maria Fontenele. A Educação do Campo no Fortalecimento do campesinato: da ação dos sujeitos coletivos à construção de uma escola de formação. 2017. 151 f. Tese (Doutorado) - Curso de Geografia, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2017.
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST). Manifesto das educadoras e dos educadores da Reforma Agrária ao povo brasileiro. [s. l.]: MST, 1997.
OLIVEIRA, Adeliane Vieira de. A territorialização das escolas de ensino médio do campo: o caso da EEM Francisco Araújo de Barros no Assentamento Lagoa do Mineiro em Itarema – Ceará. Sobral, 2018.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
SANTOS, Eduana Maria dos. Educação do campo: um caso de estudo e análise do perfil dos educandos/as egressos da escola do campo Nazaré flor no assentamento Maceió em Itapipoca – CE. 2022. Dissertação (Mestrado) - Curso de Geografia, Universidade Estadual Vale do Acaraú, Sobral, 2022.
SILVA, Paulo Roberto de Sousa. Trabalho e educação do campo: o MST e as escolas de ensino médio dos assentamentos de reforma agrária do Ceará. 2016. 128 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016.
SOUSA, Kamila Costa de. Percursos e projetos de vida das juventudes egressas da escola do campo. 2016. 215 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016.
STÉDILE, J. P. Introdução. In: STÉDILE, J. P. (org). A questão agrária no Brasil: O Debate Tradicional. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.
VINHAS, Moisés. Problemas Agrários-Camponeses do Brasil 1968. In: STÉDILE, J. P. (Org.). A questão agrária no Brasil: o debate tradicional. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011. 127-168p.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à RHET o direito de primeira publicação, estando o manuscrito licenciado sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY), que permite o compartilhamento, a distribuição e a adaptação do conteúdo, desde que sejam devidamente reconhecidas a autoria e a publicação original nesta revista.
- Os autores poderão firmar, separadamente, acordos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, tais como depósito em repositórios institucionais, publicação em livros, capítulos ou outras coletâneas, desde que seja mencionada a publicação inicial na RHET.
- A revista incentiva a divulgação e circulação dos trabalhos publicados em ambientes acadêmicos e digitais, incluindo repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e demais meios de acesso aberto, considerando que tais práticas contribuem para a ampliação da visibilidade, do impacto científico e das citações da produção publicada.
- Os autores são integralmente responsáveis pelo conteúdo, pelas informações, pelas opiniões e pelas referências apresentadas nos manuscritos publicados.
- Os artigos submetidos deverão ser acompanhados de declaração de revisão linguística em língua portuguesa, assinada por profissional habilitado, bem como de declaração de tradução e revisão dos resumos e demais elementos em língua estrangeira (inglês, espanhol ou francês), igualmente assinada pelos respectivos profissionais responsáveis.