TRAVESTI, TERRITORIALIZAÇÃO E CORPO: PERFORMANCES NARRATIVAS SOBRE A RESISTÊNCIA NO BAIRRO “BENFICA”, EM FORTALEZA-CE
Palavras-chave:
Identidade, Territorialização, Corpo, Travesti, GêneroResumo
O artigo faz reflexões sobre o corpo travesti e a performance narrativa construída a partir da fala de cinco interlocutoras do bairro Benfica, localizado na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará. O foco será a discussão entre identidade, territorialização, corpo e gênero, envolvendo memórias, conflitos e tensões cotidianas nas ruas do bairro. Entendemos que a discussão a ser posta é que o processo performático de territorialização, a partir dos corpos travestis, nos traz necessidade de superação de binarismos de gênero e denuncia o preconceito proveniente da sociedade patriarcal e heteronormativa que ainda vivemos. A trajetória das travestis e o processo de territorialização chama atenção para a necessidade de construção de uma cidadania plena na qual as diferenças possam conviver com maior harmonia e respeito. Apesar do preconceito e da violência cotidiana sobre seus corpos, as travestis resistem e dão exemplo de crítica de superação de um conceito de humanidade que impõe uma padronização forçada que desconsidera a diversidade.Downloads
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