A AÇUDAGEM E SUAS IMPLICAÇÕES NA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DO AÇUDE PÚBLICO ENCANTO, RN, BRASIL
Palavras-chave:
Secas; Política hidráulica; Reservatório hídrico; Bacia hidrográfica.Resumo
O semiárido do Nordeste brasileiro é marcado por condições naturais que propicia o fenômeno das secas. Por essa razão, foi executado, durante muitas décadas, uma política de açudagem tendo como vetor o Estado, com a finalidade de “combater” os efeitos das secas. Nesse ensejo, este trabalho objetiva discutir acerca da política hidráulica de construção de açudes no semiárido brasileiro, considerando quais as repercussões do Açude Público Encanto, situado no Oeste Potiguar, no baluarte para a convivência com a semiaridez da região, a partir da identificação das funcionalidades do reservatório em questão para a população. Para tanto, foi realizado um levantamento bibliográfico acerca das temáticas da açudagem, convivência com o semiárido e segurança hídrica, trabalho de campo para averiguação dos usos estabelecidos nas margens do açude supracitado, com atenção as repercussões ambientais decorrentes destas e, outrossim, buscou-se informações relativas ao abastecimento hídrico e sobre produção agrícola às margens do reservatório junto a órgão estaduais. Observa-se que a açudagem, enquanto obra pública, repercutiu significativamente no semiárido brasileiro e, sobretudo, no Alto Apodi, sendo o açude Encanto exemplo singular dos desdobramentos dessa política. Portanto, constata-se que as funcionalidades do reservatório culminam na efetivação de convivência com o semiárido, uma vez que se percebe múltiplas finalidades envoltas do mesmo. Desse modo, necessitando observância sobre a gestão dos recursos naturais envolvidos, principalmente, água e solo.Downloads
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Referências
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Publicado
27-12-2022
Como Citar
Souza Albuquerque, D., Nobre de Souza, A. C. ., Gomes de Souza, S. D. ., & Martins de Sousa, M. L. . (2022). A AÇUDAGEM E SUAS IMPLICAÇÕES NA CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE DO AÇUDE PÚBLICO ENCANTO, RN, BRASIL. Revista Homem, Espaço E Tempo, 15(2), 7–25. Recuperado de //rhet.uvanet.br/index.php/rhet/article/view/369
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