USO DO SOLO COMO BARREIRA AMBIENTAL EM ATERROS SANITÁRIOS NO SEMIÁRIDO: ANÁLISE INTEGRADA A PARTIR DO MONITORAMENTO AMBIENTAL DA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE SOBRAL
Palabras clave:
Uso do solo, Vulnerabilidade ambiental, Águas subterrâneasResumen
Este estudio analizó la dinámica ambiental asociada al uso del suelo como barrera en los vertederos de residuos en la región semiárida, a partir de un enfoque integrado de los datos de seguimiento del suelo, las aguas superficiales y las aguas subterráneas de la Central de Tratamiento de Residuos de la Región Metropolitana de Sobral (CGIRS-RMS). La metodología se basó en el análisis de series históricas (2020-2026), teniendo en cuenta parámetros físico-químicos y su comparación con los límites establecidos por las Resoluciones CONAMA n.º 420/2009, n.º 396/2008 y n.º 357/2005. Los resultados indicaron que el suelo y el subsuelo se mantuvieron en conformidad normativa a lo largo del período, lo que pone de manifiesto su capacidad de retención geoquímica. Por el contrario, las aguas subterráneas presentaron un aumento significativo de sólidos disueltos totales, cloruros y nitratos, lo que indica el transporte subsuperficial de contaminantes. Las aguas superficiales presentaron un comportamiento heterogéneo, con mayor gravedad en puntos aguas abajo. El análisis espacial puso de manifiesto la influencia de pasivos ambientales situados en cotas altimétricas superiores, incluyendo el antiguo vertedero de Sobral y una curtiduría, que contribuyen a la dinámica de contaminación observada. Además, la escasez de datos en parte de los piezómetros, unida a la escasa recarga hídrica del semiárido, reveló la heterogeneidad del sistema acuífero. Se concluye que el suelo actúa como una barrera ambiental de eficacia parcial, siendo el agua subterránea el compartimento más vulnerable, y que la interpretación de los impactos debe tener en cuenta la interacción entre factores naturales, operativos y pasivos preexistentes.Descargas
Citas
AIRES, R. H. ; TELES, G. A. . HENRIQUE AIRES, Raquel; ALVES TELES, Glauciana. UM ESTUDO GEOGRÁFICO SOBRE O SANEAMENTO BÁSICO EM SOBRAL-CE. OKARA: Geografia em debate, [S. l.], v. 15, n. 2, p. 265–277, 2022. DOI: 10.22478/ufpb.1982-3878.2021v15n2.57124. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/okara/article/view/57124 : GEOGRAFIA EM DEBATE (UFPB), v. 15, p. 265-277, 2022.
BERTALANFFY, Ludwig von. Teoria geral dos sistemas: fundamentos, desenvolvimento e aplicações. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2010.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 18 mar. 2005.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução nº 396, de 3 de abril de 2008. Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 07 abr. 2008.
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução nº 420, de 28 de dezembro de 2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 30 dez. 2009.
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 03 ago. 2010.
CARACRISTI, Isorlanda. Geografia e meio ambiente no semiárido brasileiro. Sobral: Edições UVA, 2013.
CORTEZ, Ernani. Hidrogeologia e gestão de recursos hídricos no semiárido. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2010.
DINIZ, Simone Ferreira; SOUZA, Maria Cristina Martins Ribeiro de; ALVES, Vanessa Campos. Estudos ambientais no ambiente semiárido. Sobral: PROEX/UVA, 2020.
EMBRAPA. Manual de métodos de análise de solo. 3. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2017.
FALCÃO SOBRINHO, José. Geografia física e dinâmica ambiental. Sobral: Edições UVA, 2007.
FETTER, C. W. Applied hydrogeology. 4. ed. New Jersey: Prentice Hall, 2001.
FREEZE, R. A.; CHERRY, J. A. Groundwater. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1979.
GUERRA, Antonio José Teixeira; CUNHA, Sandra Baptista da (org.). Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.
JUCÁ, José Fernando Thomé. Aterros sanitários e impactos ambientais. Recife: UFPE, 2014.
KER, João Carlos et al. Pedologia: fundamentos. Viçosa: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2012.
LEFF, Enrique. Epistemologia ambiental. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2015.
SOBRAL. Consórcio de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Sobral (CGIRS-RMS). Relatório técnico semestral de automonitoramento das águas superficiais. Sobral: CGIRS-RMS, 2026.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Homem, Espaço e Tempo

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à RHET o direito de primeira publicação, estando o manuscrito licenciado sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY), que permite o compartilhamento, a distribuição e a adaptação do conteúdo, desde que sejam devidamente reconhecidas a autoria e a publicação original nesta revista.
- Os autores poderão firmar, separadamente, acordos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, tais como depósito em repositórios institucionais, publicação em livros, capítulos ou outras coletâneas, desde que seja mencionada a publicação inicial na RHET.
- A revista incentiva a divulgação e circulação dos trabalhos publicados em ambientes acadêmicos e digitais, incluindo repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e demais meios de acesso aberto, considerando que tais práticas contribuem para a ampliação da visibilidade, do impacto científico e das citações da produção publicada.
- Os autores são integralmente responsáveis pelo conteúdo, pelas informações, pelas opiniões e pelas referências apresentadas nos manuscritos publicados.
- Os artigos submetidos deverão ser acompanhados de declaração de revisão linguística em língua portuguesa, assinada por profissional habilitado, bem como de declaração de tradução e revisão dos resumos e demais elementos em língua estrangeira (inglês, espanhol ou francês), igualmente assinada pelos respectivos profissionais responsáveis.