FERROVIA DO ALGODÃO NORTE-RIO-GRANDENSE: UM OBJETO TÉCNICO DAS OLIGARQUIAS REGIONAIS E DOS PLANOS NACIONAIS (1914-1949)
Palabras clave:
Ferrocarril Central de Rio Grande do Norte. Federalismo. Cultivo de Algodón.Resumen
A Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte representou ao longo do seu período de funcionamento (1872 a 1996) a cristalização de uma variedade de interesses vinculados a grupos de influência regional e outros de esfera nacional. Diante disso, pretende-se analisar os nexos e dissidências entre as oligarquias regionais e o poder central no que se refere ao uso do território vinculado à Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte, entre os anos de 1914 e 1949. Para tanto, utiliza-se como arcabouço analítico a categoria de território usado e as discussões sobre federalismo enquanto evento. O material empírico é representado pelos relatórios produzidos por instituições vinculadas ao governo federal e estadual, além de periódicos produzidos à época. Compreende-se, conclui-se que mesmo com o “rompimento” da República Federal a partir de 1930, a natureza do federalismo brasileiro e da própria “política dos governadores” permanece em voga na situação analisada. Neste caso, a confluência de interesses difusos contribuiu para a expansão da linha férrea e um uso do território pautado no atendimento de interesses externos que, neste caso, coincidiam com antigas aspirações das oligarquias regionais.Descargas
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