O RACISMO RELIGIOSO E A INTERCULTURALIDADE CRÍTICA ENTRE OS GUARANI E KAIOWÁ EM MATO GROSSO DO SUL
Resumen
El racismo religioso es un fenómeno que provoca la persecución y la subordinación de las prácticas religiosas de determinados grupos que ya están socialmente subordinados. Esta persecución se basa en la raza y la cultura a las que pertenecen y no en la práctica en sí. El concepto de interculturalidad crítica propone una problematización de la noción original del concepto de interculturalidad, ante las asimetrías de poder que inciden sobre las culturas. El objetivo de este trabajo es analizar el racismo religioso que sufren los pueblos indígenas guaraní y kaiowá en un diálogo con la interculturalidad crítica. Para ello, se explora la actuación de la Gran Asamblea de Mujeres Guaraní y Kaiowá en la divulgación y la lucha contra los casos y la acción de los rezadores y rezadoras ante los ataques de los grupos neopentecostales. Los datos presentados proceden de una tesis de maestría defendida este año y se obtuvieron mediante investigación documental, trabajo de campo y observación participante. Se observa que la actuación del colectivo indígena estudiado y de los rezadores y rezadoras en la divulgación y la lucha contra el racismo religioso se ajusta a lo que se entiende por interculturalidad crítica, buscando la defensa de sus modos de existencia, la afirmación de su identidad y la movilización del apoyo de los no indígenas para sus luchas.Descargas
Citas
ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo Estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro/Pólen, 2019.
CAMPOS, Juliana Loureiro Almeida; SILVA, Taline Cristina da; ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino de. Observação participante e diário de campo: quando utilizar e como analisar? In: ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino de; et al (orgs.). Métodos de pesquisa qualitativa para etnobiologia. Recife: Nupeea, 2021, p. 95-112.
CAVALCANTE, Thiago Leandro Vieira. A Interculturalidade Crítica como possibilidade para um diálogo sobre as territorialidades no Brasil. Tellus, Campo Grande, v. 17, n. 32, p. 85-101, 2017.
CLÉRICO, Gracia Maria; LEITE, Roberta Vasconcelos; GASPAR, Yuri Elias. Diversidade cultural e igualdade humana: uma nova classificação de perspectivas interculturais. Memorandum: Belo Horizonte, v. 37, [s/n], p. 1-35, 2020.
ESTERMANN, Josef. Colonialidad, descolonización e interculturalidad. Polis: online, v. 38, [s/n], p. 1-19, 2014.
FERRAZ, C. P. A Etnografia Digital e os Fundamentos da Antropologia para Estudos Qualitativos em Mídias Online. Aurora Revista de Arte, Mídia e Política: São Paulo, v. 12, n. 35, p. 46–69, 2019.
FOLETTO, Leonardo Feltrin. Midiativismo, mídia alternativa, radical, livre, tática: um inventário de conceitos semelhantes. In: BRAIGHI, Antônio Augusto; LESSA, Cláudio; CÂMARA, Marco Túlio (orgs.). Interfaces do Midiativismo: do conceito à prática. CEFET-MG: Belo Horizonte, 2018. p. 95-110.
KUÑANGUE ATY GUASU. Intolerância religiosa, racismo religioso e casas de rezas Kaiowá e Guarani queimadas. Kuñangue Aty Guasu: Dourados-MS, fev. 2022.
KUÑANGUE ATY GUASU. O racismo e intolerância religiosa: as sequelas de invasões (neo)pentecostais nos Corpos Territórios das Mulheres Kaiowá e Guarani/MS - edição 2022/2023. Kuñangue Aty Guasu: Mato Grosso do Sul, jun. 2023.
MELIÀ, Bartomeu. Diversidade cultural e educação intercultural. Tellus: Campo Grande, v. 2, n. 3, p. 75-85, 2002.
MIGNOLO, Walter. Desobediência epistêmica: retórica de la modernida, lógica de la colonialidad y gramática de la descolonialidad. Buenos Aires: Ediciones del Signo, 2010.
MINAYO, M.C.S.; et al. Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. Petrópolis: Editora Vozes, 2002.
NOGUEIRA, Sidnei. Intolerância religiosa. São Paulo: Sueli Carneiro, Pólen, 2020.
QUIJANO, A. Colonialidade do Poder e Classificação Social. In: SOUZA SANTOS, B.; MENESES, M. P. (orgs.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Edições Almedina, p. 73-118, 2009.
RUBBO, Deni Alfaro. O sentipensante da Kuñangue Aty Guasu, esperança agônica e ética comunitária. Accion Colectiva: Buenos Aires, [s/v], n. 36, p. 44-47, 2023.
STEFFEN, Cesar. Espaços digitais: a territorialidade midiática. Conexão: Comunicação e cultura: Caxias do Sul-RS, v. 7, n. 14, p. 141-151, 2008.
WALSH, Catherine. Interculturalidad y colonialidad del poder: un pensamiento y posicionamiento “otro” desde la diferencia colonial. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; ROSFOGUEL, R. (Ed.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontifi cia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à RHET o direito de primeira publicação, estando o manuscrito licenciado sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY), que permite o compartilhamento, a distribuição e a adaptação do conteúdo, desde que sejam devidamente reconhecidas a autoria e a publicação original nesta revista.
- Os autores poderão firmar, separadamente, acordos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, tais como depósito em repositórios institucionais, publicação em livros, capítulos ou outras coletâneas, desde que seja mencionada a publicação inicial na RHET.
- A revista incentiva a divulgação e circulação dos trabalhos publicados em ambientes acadêmicos e digitais, incluindo repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e demais meios de acesso aberto, considerando que tais práticas contribuem para a ampliação da visibilidade, do impacto científico e das citações da produção publicada.
- Os autores são integralmente responsáveis pelo conteúdo, pelas informações, pelas opiniões e pelas referências apresentadas nos manuscritos publicados.
- Os artigos submetidos deverão ser acompanhados de declaração de revisão linguística em língua portuguesa, assinada por profissional habilitado, bem como de declaração de tradução e revisão dos resumos e demais elementos em língua estrangeira (inglês, espanhol ou francês), igualmente assinada pelos respectivos profissionais responsáveis.