ENTRE MÁRGENES Y SILENCIOS: EDUCACIÓN PARA LAS RELACIONES ÉTNICO-RACIALES Y LA INCLUSIÓN DE LAS PERSONAS SORDAS
Palabras clave:
Educación inclusiva, Relaciones étnico-raciales, SorderaResumen
Este trabajo busca reflexionar sobre las intersecciones entre la educación para las relaciones étnico-raciales y la inclusión de la persona sorda en la escuela, reconociendo los márgenes y silencios que históricamente han marcado la experiencia de los grupos subalternizados. El análisis parte de la comprensión de que la escuela es un espacio de producción y reproducción de saberes, pero también de desigualdades. Hablar de educación para las relaciones étnico-raciales significa enfrentar el racismo estructural, mientras que considerar la inclusión de la persona sorda implica cuestionar barreras comunicacionales, culturales y pedagógicas. El estudio señala que ambas agendas convergen en un punto común: la lucha por el derecho a la diferencia y por el reconocimiento de la diversidad como valor educativo. A través de una revisión bibliográfica y análisis crítico de documentos legales, como la Ley 10.639/2003 y la Ley 10.436/2002, se destaca que las políticas públicas aún enfrentan desafíos en la implementación de prácticas inclusivas que contemplen simultáneamente raza, etnia, lengua y discapacidad. En este sentido, el artículo propone la necesidad de una pedagogía interseccional que reconozca la pluralidad de identidades presentes en la escuela y promueva metodologías que valoren tanto la historia y cultura afrobrasileña como la Lengua de Señas Brasileña (Libras) como una expresión legítima. Se concluye que solo a partir del diálogo entre estas perspectivas será posible construir una educación democrática, crítica e inclusiva, capaz de romper con silencios históricos y abrir espacio para la escucha de múltiples voces que componen el tejido social.Descargas
Citas
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