A ATUAÇÃO DO PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL (PETI) NO MUNICÍPIO DE SOBRAL (CE): A JORNADA AMPLIADA E A RELAÇÃO COM A ESCOLA REGULAR
Resumo
Este estudo pretende mostrar algumas possibilidades do processo de inclusão socioeducativa, por crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). A principal bibliografia fontes foram: Graciani (1997); Gohn (1997); Enguita (1989); e PETI Operacional Manual (2000). A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa etnográfica, utilizando técnicas de observação participante, entrevistas e análise de documentos. Até enfocando “os piores tipos” de trabalho infantil, o PETI não modifica as condições e perspectivas dos seus próprios beneficiários. Os ganhos obtidos poderiam caracterizar uma modalidade de educação compensatória. É possível questionar se políticas universais mais ampliadas poderia ser mais eficiente. A análise do discurso do monitor sobre o trabalho ampliado dia e dos professores da escola regular, mostra que é necessário esclarecer o concepções sobre o trabalho e sobre a exploração do trabalho infantil-juvenil, a necessidade de critérios mais claros para selecionar monitores para a jornada de trabalho ampliada, condições estruturais e nos recursos pedagógicos, necessidade de melhor publicidade do programa na comunidade escolar, conexão entre o programa e a escola regular, elaboração e supervisão de uma proposta pedagógica voltada para a ação sócio-pedagógica inclusão das crianças nas suas famílias e na escola, bem como cursos de formação contínua para monitores e professores.Downloads
Referências
ASTIGARRAGA, Andrea Abreu et al. A formação para o trabalho: perspectivas
socialista e neoliberal. In: DAMASCENO, M. N. Entre o sonho e a realidade: educação
e perspectivas de trabalho para os jovens. Fortaleza-CE: Brasil Tropical, 2004. p. 141-
ASTIGARRAGA, Andrea Abreu. Etnometodologia da Prática Educativa. In:
DAMASCENO, Maria Nobre; SALES, Celecina. O caminho se faz ao caminhar:
elementos teóricos e práticos na pesquisa qualitativa. Fortaleza-CE: Ed. da UFC, 2005. P.
-101
BRASIL, Ministério da Previdência e Assistência Social. Manual Operacional do
PETI. Brasília, 2000.
IV Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Diretrizes Nacionais
para a política de atenção integral à infância e à adolescência. 2001/2005. Brasília,
outubro de 2002. www.anped.gov.br
CARVALHO, I. M. M. Algumas lições do Programa de Erradicação do trabalho Infantil.
Sielo: Revista Eletrônica de Ciências Sociais, 2003. S/d
CRUZ, Roberto Moraes. Formação profissional e formação humana: os (des)caminhos da
relação homem-trabalho na modernidade. In: AUED, B. (Org.). Educação para o
(des)emprego. Petrópolis-RJ: Vozes, 1999. p. 01-150.CASTRO, M. R. Retóricas de rua: educador, criança e diálogos. Rio de Janeiro: Ed.
Universitária Santa Úrsula; Amais Editora, 1997.
ENGUITTA, Mariano Fernández. A face oculta da escola: educação e trabalho no
capitalismo. Porto Alegre-RS: Artes Médicas, 1989.
GRACIANI, Maria Stela. Pedagogia Social de Rua: análise e sistematização de uma
experiência vivida. São Paulo: Cortez, 1997.
MAZZOTTI, Alda Judith. Representações dos educadores sociais sobre os “meninos de
rua”. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, DF, v. 77, n. 187, p. 477-
, set./dez. 1996.
_____________________.Repensando algumas questões sobre o trabalho infantojuvenil. In: Revista brasileira de Educação – ANPED – RJ, Editora Autores
Associados, jan/fev/mar/abr, n.19, 2002.
SOBRAL, Prefeitura Municipal. Projeto Técnico do PETI. Prefeitura Municipal de
Sobral, 2001.
RAMOS, Lilian Maria. Educação de Rua: o que é, o que faz, o que pretende? Rio de
Janeiro: Amais Editora, 1999.
Downloads
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à RHET o direito de primeira publicação, estando o manuscrito licenciado sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY), que permite o compartilhamento, a distribuição e a adaptação do conteúdo, desde que sejam devidamente reconhecidas a autoria e a publicação original nesta revista.
- Os autores poderão firmar, separadamente, acordos adicionais para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho, tais como depósito em repositórios institucionais, publicação em livros, capítulos ou outras coletâneas, desde que seja mencionada a publicação inicial na RHET.
- A revista incentiva a divulgação e circulação dos trabalhos publicados em ambientes acadêmicos e digitais, incluindo repositórios institucionais, páginas pessoais, redes acadêmicas e demais meios de acesso aberto, considerando que tais práticas contribuem para a ampliação da visibilidade, do impacto científico e das citações da produção publicada.
- Os autores são integralmente responsáveis pelo conteúdo, pelas informações, pelas opiniões e pelas referências apresentadas nos manuscritos publicados.
- Os artigos submetidos deverão ser acompanhados de declaração de revisão linguística em língua portuguesa, assinada por profissional habilitado, bem como de declaração de tradução e revisão dos resumos e demais elementos em língua estrangeira (inglês, espanhol ou francês), igualmente assinada pelos respectivos profissionais responsáveis.